O Problema moral da clonagemA clonagem é ilícita porque supõe uma produção e não uma procriação (1) : A Lei de Deus estabelece que o homem seja procriado no ato unitivo do amor do pai e da mãe, dentro do matrimônio. Este tem por fim primordial a procriação, e só dentro do Instituto do Matrimônio e como conseqüência do ato conjugal é lícita a descendência. S. S. Pio XII, no seu Discurso sobre a Esterilidade e a Fecundidade (19 de Maio de 1956). O Papa assinalava então a inseparabilidade da procriação e da relação conjugal: "Nunca é permitido separar estes dois aspectos, até ao ponto de excluir positivamente seja a intenção procriadora, seja a relação conjugal". Com respeito à fecundação artificial - portanto, aplicável hoje à clonagem - assinalava: - "A respeito das tentativas da fecundação humana "in vitro", basta-Nos observar que se deve excluí-las como imorais e absolutamente ilícitas." - "A fecundação artificial ultrapassa os limites do direito que os esposos adquirem pelo contrato matrimonial, a saber: direito a exercer plenamente a sua natural capacidade sexual na realização natural do ato matrimonial. O contrato em questão não lhes confere direito à fecundação artificial, porque semelhante direito não está de modo algum expresso no direito ao ato conjugal natural, nem poderia dele deduzir-se". Assim, não olvidemos que Deus é o único dono da vida, e Criador das leis que a regem. Portanto, sob nenhum motivo, nem por razões humanitárias, nem por causa de um mal entendido progresso científico, nem por nenhum interesse comercial, é lícito esquecer Deus. Este é o argumento último e inapelável que se opõe não só à clonagem humana, mas também às técnicas de fecundação artificial. Javier Mª Pérez-Roldan Nota |